sexta-feira, 25 de março de 2011

E o vento vai levando tudo embora ♫



Não me surpreendi com sua ação. Foi algo que eu já esperava de você. Apenas fiquei imóvel, não a ponto de ficar perplexa, mas simplesmente imóvel. Não havia nada a fazer. Fiquei sem ação, sem sentimento a ser expressado. Pensei em chorar. E chorei, antes da hora mesmo. Porque eu já sabia que isso ia acontecer e não tinha como impedi-lo.


Então eu o deixei.
Não foi fácil ouvir da sua própria boca o que aconteceu naquela madrugada frustrante. Eu não o xinguei, não o  elogiei, não fiz absolutamente nada. Somente me sentei na cadeira esperando que algo acontecesse. E não aconteceu nada, porque não havia nada pra acontecer, e nem motivos pra isso.


Calada na minha, comecei a imaginar eu e ele juntos. Nosso futuro ainda estava em jogo. Isso não foi um término, mas sim um começo de erros e decepções. Será?


Só não foi uma surpresa, pois eu já sabia como ele era. Então agi normalmente. Até dei algumas risadas da situação. E depois fiquei presa ao vacuo que me assombrava...


É, eu estou sem defesa. Não que eu tenha que me defender de algo. E esse é o problema. Não tenho nada, não sinto nada, não quero nada, não procuro nada... Nada é como era antes. E isso sim, é muito estranho.

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