terça-feira, 26 de abril de 2011

angústia, frustrações, perdas, caminhos, lembranças, depressões, saudades, harmonias, aprendizados, esperanças, amizades, desespero...

26/04/2011
Há um ano atrás eu estava totalmente perdida...


Hoje faz exatamente um ano que entrei este colégio. Foi muito bom poder experimentar ser algo novo, por alguns dias.
Tudo que eu havia conhecido era muito superficial e na verdade quanto mais eu achava que conhecia, menos eu estava certa. Foram as amizades menos cultivadas que mais me deram forças, enquanto que as melhores, definidas por mim mesma, me faziam mal...
Antes da súbita mudança, minha mãe perguntara se era mesmo isso que eu queria. Definitivamente, era o que eu mais desejava: voltar para o lugar de onde eu formei minha personalidade como criança! Dissera que tudo ia mudar, que tudo ia melhorar...
Engano meu. O lugar nem as pessoas definem a minha felicidade. Podem sim afetar, mas nunca serão definitivos,  pois o sentimento contido vai ser o mesmo.
Quando pensava que ia ser o suficiente pra mim, isto não alcançou nem metade dos meus objetivos sentimentais... Mas aprendi.
Não foi fácil acostumar... Passei a valorizar mais as coisas, superar falsas amizades, suportar dores inexplicáveis e indefinidas no meu coração... Algumas pessoas buscam bens materiais. Eu busco a suma felicidade. E basta.
Ainda não sei conceituar nada nessa escola. Ainda não sei lidar com o excesso de conteúdo das matérias. Ainda não sei enfrentar aqueles que mereceriam ser enfrentados algum dia por alguém. Ainda não me encontrei naquele lugar.


Eu não preciso da opinião de ninguém, nem da dependencia de nenhuma amizade sobre mim, nem sequer do respeito de algum professor. Eu ainda aprendi que me colocar em primeiro lugar é uma necessidade, sempre, me fazer feliz independentemente das outras pessoas e seus pensamentos. Isso não é ser egoísta. Se eu não cuidar de mim, quem vai cuidar?


Obrigada a todos os meus colegas e professores, ruins ou bons, que me fizeram passar por experiencias das quais eu pude aprender com meus erros, e a criar resistencia para mim mesma e meus sofrimentos. 
Obrigada amigos verdadeiros,  que me apoiaram quando me mudei, que me aguentaram quando desabafei e até mesmo aqueles que eu ainda não consegui me aproximar como gostaria. O destino me colocou aqui, e não foi por acaso, é.


mas, espera! Eu ainda não estou perdida? -

segunda-feira, 18 de abril de 2011

''É um sentimento que preciso controlar, porque você se foi, não está aqui. Tudo o que ficou, mexe com meu interior, isso afeta meus sentidos, foi o seu cheiro que sumiu. Deixou algo aqui, e pouco a pouco encontro os seus sinais...'

A dor da perda está sendo incontrolável. Não quero expor aqui palavras bonitas e que não demonstre o meu amor por ela...
Lady, 11 anos e 6 meses, e NÃO, esse nome não foi inspirado na tal da lady gaga. Essa cachorrinha era tudo pra mim, pois ela fez o papel de irmã, companheira, amiga e fiel que eu nunca tive.
E quem se importa com a dor de alguém que sofre por um bichinho? Quem valoriza esse sofrimento?
É como se arrancassem parte de mim, e colocassem num lugar sombrio e desconhecido, onde eu não posso alcançar... É como se faltasse algo pra completar o meu viver... É um vazio enorme que se sente no coração, ainda mais por saber que eu poderia ter feito mais por ela em vida, e não pude fazer nada para impedir sua partida...
Agora eu olho no quintal, e vejo somente sua casinha vermelha que ali permanece intácta, imóvel e vazia. É, eu sei como a casinha deve estar se sentindo, sozinha e abandonada, afinal, ela perdeu sua grande companheira, né?
Enquanto escrevo isto, derramo minhas lágrimas sobre o meu rosto em vão, sentindo a dor da perda. Pelo que eu sei, agora está num lugar melhor, e sem sofrimento, e lá ela deve estar feliz. E é isso o que eu mais desejo. Sua felicidade.
Lady, eu te amo muito, sinto muito sua falta, sinto muito por tudo. s2